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Lift and shift: o que é, quando usar e como executar

Equipe planejando um projeto no quadro branco

Lift and shift (ou rehosting) é a migração de um sistema para cloud sem mudança de arquitetura ou código, o sistema é 'levantado' do ambiente atual e 'movido' para cloud exatamente como está. É a abordagem mais rápida e de menor risco para migração, adequada para sistemas estáveis que não se beneficiam de refatoração. A desvantagem é não aproveitar os benefícios nativos de cloud (elasticidade, serviços managed), o sistema funciona em cloud mas com arquitetura de on-premises.

Quando lift and shift não é suficiente

Arquitetura monolítica com gargalos de escalabilidade

Sistemas que precisam escalar horizontalmente, adicionar instâncias para absorver mais carga, geralmente requerem refatoração. Lift and shift de um monolito apenas move o gargalo para cloud, sem resolver o problema de escalabilidade.

Código com dependências de hardware específico

Sistemas que dependem de hardware físico específico (dongles de licença, processadores específicos, portas COM/LPT) não funcionam em cloud sem adaptação. Esses sistemas exigem refatoração antes da migração.

Sistema legado que se beneficiaria de modernização

Sistemas com tecnologias obsoletas (aplicações ASP, Java EE antigo, frameworks descontinuados) têm a migração como oportunidade de modernização. Lift and shift preserva a dívida técnica, às vezes é o trade-off correto, às vezes é perda de oportunidade.

Como executar um lift and shift com segurança

Preparação: inventário de dependências e configurações

Documente todos os componentes do sistema: serviços, portas, caminhos de arquivo, variáveis de ambiente, integrações externas. Esse inventário é o checklist de validação pós-migração.

Provisionar ambiente de destino idêntico ao atual

No destino em cloud, provisione o mesmo SO, mesmas versões de runtime e aplicação, mesma configuração de rede e firewall. A paridade de ambiente é o que garante que o sistema funciona no destino como no origem.

Validação em homologação com dados reais

Migre dados de produção para o ambiente de homologação e valide com usuários de negócio os fluxos críticos. Problemas descobertos em homologação são resolvidos em dias; problemas descobertos no cutover de produção são incidentes.

Cutover com rollback: tempo máximo de decisão

Defina antes do cutover: se em X horas a validação não fechar com sucesso, revertemos para o ambiente antigo. Esse critério de go/no-go previne que problemas descubertos no cutover se transformem em incidentes prolongados.

Quando a Boreal faz sentido

A Boreal Tecnologias é especializada em lift and shift para cloud privada no Brasil, ambiente de homologação incluso, suporte no cutover e diagnóstico gratuito do ambiente atual. A maioria dos projetos de ERP que conduzimos são lift and shift executados em 2 a 4 semanas.

Perguntas frequentes

Lift and shift resolve problemas de performance do sistema?

Depende da causa da performance ruim. Se o problema é hardware (disco lento, RAM insuficiente), lift and shift para cloud com NVMe e RAM adequados resolve. Se o problema é arquitetura ou código (queries ineficientes, arquitetura monolítica), lift and shift não resolve, e em alguns casos pode piorar se o sizing não for calibrado corretamente.

Quanto tempo leva um lift and shift de ERP?

Para ERP padrão (SAP B1, Protheus, Sankhya) sem integrações complexas: 2 a 3 semanas (1 semana de preparação + 1 semana de homologação + 1 janela de cutover). Com integrações externas complexas (NF-e, bancos, sistemas legados): 4 a 6 semanas.

Lift and shift para cloud pública ou privada é melhor?

Para ERPs e sistemas de negócio com carga estável e usuários no Brasil, cloud privada nacional é geralmente melhor no lift and shift, latência mais baixa, preço em reais e sem egress. Cloud pública é melhor para sistemas que precisam de presença global ou elasticidade extrema.

É possível fazer lift and shift de um sistema Windows Server para Linux na cloud?

Tecnicamente sim, mas isso não é lift and shift, é refactoring de plataforma. Lift and shift mantém o mesmo SO. Para sistemas Windows Server, o destino em cloud também é Windows Server. Mudar de Windows para Linux exige validação extensiva de compatibilidade de aplicação.

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