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Protheus na cloud: arquitetura correta e requisitos

Protheus na cloud: arquitetura correta para performance e estabilidade

Profissional trabalhando no ERP da empresa

A arquitetura correta para Protheus em cloud exige no mínimo duas VMs separadas: uma para o TOTVS Application Server (Appserver) com Windows Server e outra para o banco de dados (SQL Server ou Oracle) com storage NVMe dedicado. Rodar Appserver e DBserver na mesma VM é a causa mais comum de instabilidade e lentidão em ambientes Protheus em cloud.

Erros mais comuns na arquitetura de Protheus em cloud

Appserver e DBserver na mesma VM

A competição por RAM entre o TOTVS Application Server e o banco de dados é o erro de arquitetura mais frequente. Em picos de relatório, o banco consome toda a RAM disponível e o Appserver começa a trocar páginas, resultado: timeout para todos os usuários.

Storage em pool compartilhado

Storage compartilhado com outros tenants introduz latência variável e imprevisível. O Protheus é sensível a latência de I/O especialmente em operações de leitura de dicionário de dados, leituras que ocorrem centenas de vezes por sessão de usuário.

Windows Server sem licença adequada para ambiente multi-sessão

O Protheus em cloud geralmente requer acesso via RDS (Remote Desktop Services) para usuários remotos. Sem licenças CAL de RDS adequadas, o ambiente pode ter acesso limitado a 2 sessões simultâneas, um problema comum em migrações rápidas.

Como estruturar Protheus em cloud corretamente

VM de Appserver: Windows Server + TOTVS Application Server

Provisione uma VM dedicada para o Appserver com Windows Server 2019/2022, TOTVS Application Server e os módulos Protheus instalados. O sizing depende do número de usuários, veja o artigo de infraestrutura para tabela detalhada.

VM de DBserver: SQL Server + NVMe dedicado + volumes separados

Provisione uma VM separada para o banco com volumes NVMe distintos para dados (MDF), logs (LDF) e backups. O SQL Server deve ter sua memória máxima configurada para 80% da RAM disponível.

Rede interna entre App e DB: latência abaixo de 1 ms

O Appserver e o DBserver devem estar na mesma rede interna do datacenter, sem roteamento externo. A latência de rede entre as VMs deve ser inferior a 1 ms para evitar sobrecarga de round-trips nas queries do Protheus.

Backup diário do banco com retenção mínima de 7 dias

Configure backups completos noturnos e backups diferenciais a cada 4 horas. O banco Protheus cresce rapidamente com módulos de NF-e e EFD, planeje o crescimento de storage para os próximos 12 meses.

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Perguntas frequentes

O Protheus funciona em cloud Linux?

O TOTVS Application Server tem binário para Linux, mas a maioria dos ambientes Protheus em produção usa Windows Server, especialmente pela compatibilidade com add-ons, Crystal Reports e integrações legadas. Se o seu ambiente usa apenas módulos nativos Protheus, Linux é uma opção válida para o Appserver.

Qual banco de dados é melhor para Protheus: SQL Server ou Oracle?

SQL Server é a escolha mais comum para Protheus no Brasil por custo de licença e disponibilidade de profissionais. Oracle é mais usado em grandes empresas com base Oracle já instalada. PostgreSQL é suportado nas versões mais recentes e oferece custo zero de licença, mas tem menos documentação de troubleshooting disponível.

Preciso de licença RDS para acessar Protheus em cloud?

Sim, se os usuários acessam via Remote Desktop (RDP). Cada usuário simultâneo requer uma CAL de RDS do Windows Server. Alternativas são o acesso via Smart Client HTML5 do Protheus, que não requer RDS, mas exige configuração adequada do REST Server e pode ter limitações de funcionalidade.

Como garantir alta disponibilidade para Protheus em cloud?

A HA do Protheus requer ao mínimo: cluster ou Always On do SQL Server para o banco, backup frequente (diferencial a cada 4 horas) e monitoramento do Appserver com restart automático. HA completo com failover automático do Appserver é complexo e raramente implementado, a maioria das empresas aceita RTO de 15 a 30 minutos com restore manual.

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